Laudalino da Ponte Pacheco no Publico

Autor:
Ana Marques Maia

“Lá vem o retratista”, anunciavam os habitantes das aldeias da costa norte da ilha de São Miguel quando viam Laudalino da Ponte Pacheco aproximar-se montado na sua Zundapp, de câmara fotográfica a tiracolo. Baptizados, aniversários, casamentos, funerais: entre 1963 e 1975, poucos acontecimentos dignos de registo escaparam à lente do fotógrafo natural do concelho da Ribeira Grande, descrito por quem dele se recorda como um “homem de talentos múltiplos” e de “uma história de vida invulgar”.

O livro lançado recentemente pela editora independente micaelense Araucária, que partilha o seu nome com o do fotógrafo, reúne 150 fotografias de Laudalino, “uma pequeníssima parte” do seu vasto espólio, que é composto por mais de 155 mil fotografias. “As imagens que deixou documentam, de forma exaustiva e quase diária, os gestos, os rituais de grupo, as expressões individuais, as atitudes e compromissos de toda uma população”, pode ler-se nas páginas do livro. A espanhola Blanca Martín-Calero, residente em São Miguel e fundadora da Araucária, revelou ao P3 que a selecção de imagens “foi muito difícil” devido à elevada qualidade fotográfica e etnográfica do espólio do micaelense.

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