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Entrevista a Pedro Evangelho

Entrevista a Pedro Evangelho no Diário Insular, na sexta-feira, dia 26 de Janeiro de 2024.

O livro “Hoje Fiz Um Amigo”, do designer Pedro Evangelho, será apresentado a 27 de janeiro no Porto Martins. Para o autor é urgente “começar-mos a pensar num corpo literário infantil que reflita os temas açóricos”

É artista e já realizou muitos trabalhos na área da ilustração.
De que forma surgiu a oportunidade de escrever um livro?
Na verdade, não me considero um artista. A minha formação em design gráfico fez com que eu criasse alguma resistência a um eventual percurso artístico. O design é uma disciplina de projeto e, tal como a arquitetura, tem como primeiro objetivo a resposta a problemas concretos. São áreas que não descuram o contributo que, idealmente, devem à comunidade. As manifestações artísticas, por outro lado, são
mais individualizadas, dependendo muito do artista e da sua efabulação pessoal (é certo que estou a pensar sobretudo nas belas artes, uma vez que o conceito pode não encaixar para situações
mais contemporâneas, como happenings, arte site-specific ou outras que exigem interação ou ativação do público)…

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A revista do Expresso

POR JOÃO PACHECO

ILHA DE SÃO MIGUEL
Grandes retratos ilhéus

Aqui, a família posa à entrada de casa. Os pais e os filhos estão vestidos com aquelas que deveriam ser as melhores roupas. A única filha tem uma boneca ao colo. Um dos rapazes posa ao lado do cão ilhéu, que mostra ar de poucos amigos. A casa é rural e pobre, as caras das pessoas e da boneca transbordam de otimismo. O cão é o único desvio de perfil e parece fazer aqui parte de um retrato a dois, destacado do grupo. Noutra fotografia, duas meninas de mão dada estão paradas num caminho de terra batida. Parecem ser gêmeas e olham dalí para a câmara, como se estivessem mesmo no centro do mundo. O fotógrafo não lhes conseguiu arrancar um sorriso, mas fez uma imagem que parece sair da obra do grande fotógrafo alemão August Sander. Atrás, a paisagem da ilha de São Miguel é neste caso a preto e branco, embora adivinhemos vários tons de verde por ali acima, até a um edifício que poderia tomar ar de chuva a qualquer momento. O autor destas fotografias deixou um espólio com mais de 150 mil negativos, chamava-se Laudalino da Ponte Pacheco (1921-1998) e trabalhou durante 51 anos na Fábrica de Tabaco da Maia, na ilha de São Miguel. Começou a fazer fotografias tipo passe com uma máquina chegada do Canadá em 1954, enviada por um irmão emigrado. Os rolos seguiam de camioneta da aldeia da Maia para Ponta Delgada, para serem revelados na Foto Nóbrega. O negócio de retratos foi crescendo e manteve-se paralelo ao trabalho a tempo inteiro na fábrica de tabaco. E uma seleção de 150 imagens deste enorme espólio foi publicada pela editora Açoriana no Outono passado, no livro “Laudalino da Ponte Pacheco — 1963-1975”. O próprio livro é um objeto raro, na forma cuidada como dá palco às imagens deste fotógrafo rural açoriano. Mas muito mais do que as páginas deste livro são os grandes retratos ilhéus que parecem saltar de cada página. Cada um é mais enigmático do que o outro, lembrando o britânico estranho cru da fotógrafa americana Diane Arbus. São imagens comoventes de morte e de amor, de partos e de emigração, de devoção e de matanças do porco, de pobreza e de mistério. Grandes. Enormes. Belas.

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A voz de Portugal

Casa dos Açores recebeu Blanca Martín-Calero apresentação do livro Laudalino da Ponte Pacheco

Sexta feira 22 de abril mais um evento de grande sucesso na Casa dos Açores que abriu as suas portas, com muito carinho, e recebeu, vindo dos Açores, da freguesia da Maia, Blanca Martín-Calero, João e José Albergaria, para apresentação do livro de Laudalino da Ponte Pacheco. O livro com 150 fotografias da vida das freguesias da costa Norte da ilha de São Miguel especialmente – tiva de freguesia da Maia onde o fotógrafo nasceu e viveu.

O presidente Eduardo Leite agradeceu a todos os presentes, e apresentou os convidados para apresentação do livro. Foi oferecido uma lembrança aos convidados em prata de direção da Casa dos Açores. O sentimento entre as pessoas foi de grande satisfação em ver familiares e pessoas conhecidas nas fotografias do livro. O evento contou com um “buffet” confeccionado pela casa como de costume da casa foi uma verdadeira delícia.

O evento ainda contou com um momento muito agradável de fado com Jordelina Benfeito mais uma vez nos encantou com os seus fados. Parabéns a Casa dos Açores por mais um evento cultural de cinco estrelas.

FRANCISCA REIS Diretora do jornal A Voz de Portugal

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A voz da Póvoa

A Maia é uma freguesia da ilha de São Miguel que 1900 habitantes, está situada na costa norte, contando com vista das montanhas para aqueles que a com a partir dos fortes correntes que gestam debaixo das casas que hoje povoam a Fábrica de Chá do Gorreana ou Museu do Tabaco. E lá dentro, foi Aqui que viveu Laudalino da Ponte Pacheco, identificado por todos que conheceram pelas “retratista da Maia”. E, peregrinais vão, quem era o “retratista da Maia”?

Laudalino da Ponte Pacheco teceu bailhou durante muitos anos na Fábrica de Tabaco de Maia e tinha, como atividade preferencial nas horas livres, o hábito de fotografar pessoas, fazer retratos dos acontecimentos da sua ilha. A sua longa história com a fotografia começa com uma máquina fotográfica que recebeu, oriunda do Canadá, decorria o ano de 1955. A partir daí, a paixão de uma coleção crescia a ímpetos avassaladores, registrando as mais, batizados de para várias ocasiões, aniversários, santos e a perso festas do Espírito. Manca. Dar também comum pedir às pessoas, sobretudo locais, para serem fotografadas ou ainda “fintar” a vergonha com estratégias pouco convencionais.

Desta feita, “Laudalino da Ponte Pacheco (1963-1975)” é o livro de fotografias que temos agora em mãos, editado pela Arcaúrica Edições. O seu espólio ainda está a laborar e 157 mil fotografias, por isso este conjunto compilado apenas denota zos anos de trabalho fotográfico. A Marca guardará fidedigno que este caso fotográfico “Mar” relatos reunir este “supõe das antigos a compilar estes dazos anos de imagens.” Nestas imagens mostram-se, finalmente, a população via os fotógrafos da na época de uma lente aquática: quem deseja tirar um prova, de qualidade pela captura e transformação em imagem. O todo o que vi ser preciosa a sua vida pela cedem a sua imagem sempre a toda. nesses imagens e, o fotógrafo não apenas separar as suas; é escrava a investigadora. Esta edição são fácil passa dias sob laboração) são danifi- cada pelo Conservação Científica do Santo Mia mais e abnegação de Vania Botelho, a conservação e catalogação nos dos negativos agora recuperados. Há claro, que passivam mostrar este Aspe e a vidas e acontece. Uma publicação das comunidades minúsculas, do cadação Câmara Municipal de Vila do Porto, que envolveu diferentes escopo: chapéus; sapatos; um caderno; com o pároco a dizer de ser, o dedo e a mi Penícia. Cartões capacidade da editora: Blanca Martín-Calero. Após o lançamento desta obra, que tem sido divulgada por todo o lado. O museu de lápida, constata-se que inclusive na dasulação de Ponte Pacheco no mercado Navarro com mais uma paz- que o livro continua a convocar comemorações, encontros e diálogos com o passado recente. A edição deste livro só certudo um gesto de delicadeza para com a comunidade, o entalhemento do escuro e perspectiva decrépita com o amor à descrição do detalhe alguém que documentou uma época, um período histórico específico, fixando assim uma experiência existencial numa ilha atlântica. Lá dentro, para além das fotografias a preto e branco, há os textos de Maria Emanuela Albergaria e João Leal.

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Laudalino da Ponte Pacheco – Observador

Laudalino: o fotógrafo que estava lá

Há uma nova editora nos Açores e promete boas coisas, a julgar por este Laudalino da Ponte Pacheco 19631975 que está a deixar em êxtase o pequeno mundo dos livros de fotografia. O fotógrafo da micaelense vila da Maia, um escriturário da fábrica de tabaco local, emerge do esquecimento — que até Carlos Enes lhe concedera no seu A Fotografia nos Açores: dos primórdios ao terceiro quartel do século XX (2011, 94 pp.) — a partir do seu extenso arquivo de imagens, depositado em Junho de 2018 por herdeiros na Santa Casa da Misericórdia do Espírito Santo da Maia, e que aparece neste livro devidamente visto, escolhido e comentado por gente conhecida na antropologia açórica, na história fotográfica, mas também na museografia insular: João Leal, Margarida Medeiros e Maria Emanuel Albergaria, respectivamente. A esta máxima qualificação dos intervenientes num projecto editorial junta-se o design gráfico todo contemporâneo de José Albergaria e a competência industrial da Nortprint. E esta é mais uma prova provada de que nas Ilhas há uma nova geração atenta e lúcida, em franca afirmação de capacidades artísticas e literárias e com «mundo» bastante para criar ali uma polaridade cultural dinâmica e consolidada, merecedora até de apreço e curiosidade internacionais, desde que os diversos poderes estejam plenamente conscientes disso e não sejam eles próprios — e paradoxalmente — obstáculos e travões ao pulsar livre da vida cultural da região, como duas decisões políticas muito recentes parecem indiciar.

Laudalino da Ponte Pacheco começou a fotografar por volta de 1954, quando o irmão Dionísio, emigrado no Canadá, lhe enviou uma máquina fotográfica. Nas quatro décadas que ainda viveu, acumulou «um espólio de c. 144 mil fotografias e alguns filmes» (Albergaria, p. 20), crê-se que todo ele dedicado às gentes originárias da costa norte da Ilha de São Miguel. A sua personalidade empreendedora («um fura-vidas», sic) e a mobilização da família na divulgação e venda levaram o fotógrafo a ampliar a par e passo o seu raio de acção e criar novos núcleos clientelares, sempre numa ocupação à margem do seu horário na Fábrica de Tabaco da Maia, mas que Margarida Medeiros admite confundir-se com «uma ocupação a tempo inteiro, quase uma obsessão, pela quantidade [de fotografias] deixada» (p.43). De início, uma bicicleta, depois uma motocicleta básica e mais tarde motocicletas de melhor qualidade levavam-no a toda a parte, registando procissões, romarias quaresmais, festas de verão, a incontornável matança do porco, mascaradas de carnaval, piqueniques, casamentos, nascimentos, baptizados, velórios, emigrantes, ou procurando clientes de ocasião à saída das missas domingueiras, atraindo- os com cenários montados e triciclos ou carrinhos de criança. Alguma aprendizagem com Gilberto Nóbrega (1919-2003), cabeça do mais importante estúdio de Ponta Delgada, a aposta em bom equipamento — Laudalino «chegou a ter duas Leicas» (p. 31) — e o zelo pessoal com ele também não podem ser subestimados. Em 1967, ganhou o primeiro prémio numa exposição de fotografia por amadores na Ribeira Grande (p. 34).

Maria Emanuel Albergaria diz que as imagens de Ponte Pacheco «constituem documentos riquíssimos para a compreensão do território antropológico, sociológico e histórico da ilha de São Miguel» (p. 36), mas João Leal vai mais longe, defendendo que «a partir delas podia alguém ter escrito, logo nos anos 1960, uma monografia etnográfica sobre São Miguel» (p. 122), capaz de mostrar, entre outros aspectos, «a importância da família na vida açoriana», mas «uma família elementar [que] não atomiza as relações sociais, mas é o centro a partir do qual se constroem redes de relacionamento social densas que, entre parentes, vizinhos e amigos, conectam entre si dezenas de pessoas» (p. 124). É isso que, sem dúvida, explica a presença e a acção do fotógrafo em momentos extremamente singulares como o parto em casa (p. 91), a extrema-unção (p. 154) ou velórios (pp. 152-53).

O antropólogo também reconhece neste portefólio a «continuada importância dos laços familiares e de parentesco no novo contexto transnacional» da emigração ou diáspora americana e canadiana, e o «seu potencial emancipador da condição feminina», decisivo para muitos não retornos à terra-mãe: «os maridos queriam, mas as mulheres não estavam para prescindir da liberdade conquistada na América» (p. 126), simbolizada pela fotografia da p. 178, uma senhora visivelmente entusiasmada ao volante dum Chevrolet. Essa leitura é assaz relevante pois contextualiza — a palavra é do autor e do título do seu texto — as fotografias de Laudalino Ponte Pacheco, fazendo notar a «coexistência contraditória desse persistente fundo agrário e tradicional com bolsas de modernização — tímidas é certo — que iam gradualmente modificando o arquipélago», bolsas de modernização, aliás, desigualmente distribuídas» geográfica e socialmente.

De facto, a pobreza das freguesias rurais dos Açores — e repare-se que estamos nos anos 1950-70 — é flagrante nas proles numerosas (pp. 62, 72, 92, 93, 104, 111), nos pés descalços de crianças (pp. 79, 89, 128, 130, 150) e de adultos (pp. 67, 96, 97), nas paredes dum quarto de dormir forradas a folhas de jornal (p. 95) ou na insalubridade da maioria dos interiores domésticos (pp. 93, 96, 97, 98, 99, 102, 103, 135) e comerciais (p. 161, 164), tanto quanto — inversamente — nas roupas «de ver a Deus» ou reservadas aos dias festivos, mesmo quando os petizes são fotografados com bezerros, porcos, cabras, galinhas e pombos (pp. 129, 136-37, 142-43), nos ambientes próprios destes. Na p. 146, num páteo decadente e sujo, onde a um canto bácoro come dum alguidar velho, três irmãos e a mãe deixam-se retratar tendo, aos pés, reluzentes brinquedos de lata; eventualmente, a fotografia destinar-se-ia ao parente distante que os ofereceu. Nas pp. 56-57, dois prováveis emigrantes em visita exibem fatiotas berrantes — dessas que hoje, quase sem acreditar no que vemos, encontramos em lojas de segunda mão, ditas vintage— como sinais distintivos do seu suposto sucesso além-mar, que contrastam com o quase uniforme escolar costurado em casa das jovens irmãs surpreendidas a caminho das aulas (p. 69) ou com a roupa modesta e muito mal cortada das figuras retratadas nas pp. 96-97.

Essa diferenciação entre quem partiu e quem ficou também está bem patente no contraste, nas pp. 110 e 111, entre as velhas casas baixas em basalto e telhado coberto com canas e a recente moradia de dois pisos do emigrante com chapéu texano, ou nas pp. 74 e 75, entre o rapaz de blazer com monograma, óculos de massa e cabelo cortado à Elvis e o menino com roupa feita em casa e sandálias já muito gastas. Ou, até, nas pp. 66 e 67, entre o miúdo que num pátio manobra pequeno carro americano de brincar e os três homens que junto a um muro bebem vinho. Senão mesmo, na justaposição gráfica entre dois carros de corrida que se abastecem e a velha camioneta de carreira que sobe estrada de via única (pp. 172-73).

Um bom livro explicase também na sua subtil narrativa visual.

A reposição da obra fotográfica de Laudalino da Ponte Pacheco não vem apenas lembrar como estavam os Açores há meio século, num transe evidente entre arcaísmo e modernidade, que só a presença norte-americana na Terceira e a francesa nas Flores então pareciam querer ou poder contrariar. Os fundos comunitários que vieram 30 anos depois foram um poderoso factor de desenvolvimento e de coesão territorial, mas a sociedade açoriana permanece ainda amarrada por constrangimentos antigos, desertificação demográfica e índices de desenvolvimento humano bastante preocupantes, cuja reversão ou solução parece tarefa gigantesca, difícil de cumprir.

Que uma nova editora açoriana venha pôr o dedo nessa velha ferida parece-me começo que merece ser saudado vivamente.

Vasco Rosa

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Laudalino da Ponte Pacheco no Publico

“Lá vem o retratista”, anunciavam os habitantes das aldeias da costa norte da ilha de São Miguel quando viam Laudalino da Ponte Pacheco aproximar-se montado na sua Zundapp, de câmara fotográfica a tiracolo. Baptizados, aniversários, casamentos, funerais: entre 1963 e 1975, poucos acontecimentos dignos de registo escaparam à lente do fotógrafo natural do concelho da Ribeira Grande, descrito por quem dele se recorda como um “homem de talentos múltiplos” e de “uma história de vida invulgar”.

O livro lançado recentemente pela editora independente micaelense Araucária, que partilha o seu nome com o do fotógrafo, reúne 150 fotografias de Laudalino, “uma pequeníssima parte” do seu vasto espólio, que é composto por mais de 155 mil fotografias. “As imagens que deixou documentam, de forma exaustiva e quase diária, os gestos, os rituais de grupo, as expressões individuais, as atitudes e compromissos de toda uma população”, pode ler-se nas páginas do livro. A espanhola Blanca Martín-Calero, residente em São Miguel e fundadora da Araucária, revelou ao P3 que a selecção de imagens “foi muito difícil” devido à elevada qualidade fotográfica e etnográfica do espólio do micaelense.

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Lançamento do livro Laudalino da Ponte Pacheco

Capa Livro Laudalino da Ponte Pacheco 2

Amanhã, dia 21 de Janeiro de 2022, às 18h30 no Museu do Tabaco da Maia apresentaremos o livro Laudalino da Ponte Pacheco 1963-1975

Será um momento especial em que diferentes pessoas próximas do Laudalino e da sua obra partilharão ideias, memórias, sentimentos… enriquecendo, ainda mais, o espólio deste fotógrafo tão especial.

Atenção! Para assistir presencialmente, é preciso levar um teste negativo.

Se não conseguir ir, poderá assistir  online clicando no link abaixo:
Clique Aqui (Expirado)
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Miguel dos Botões na Visão Júnior

Excerto de noticia na Revista Visão sobre o livro Miguel dos Botões

A revista Visão Júnior recomendou, em fevereiro de 2021, a leitura de Miguel dos Botões.

“NOVIDADES DO MÊS”

O Miguel é um miúdo como outro qualquer: tem uma cabeça, dois braços e um rabo. E leva uma vida, aparentemente, igual a de todos os outros miúdos. Vai à escola, brinca com os amigos e amigas e mete-se em confusões. Mas, apesar de ser igual, é diferente: porque somos todos um bocadinho diferentes uns dos outros. O Miguel tem botões. Teclas onde carrega para fazer determinadas ações: tem um botão para se vestir, outro para dançar e até tem um para falar chinês. No entanto, tal como os botões dos comandos da televisão, também os do Miguel ficam um bocadinho loucos. E quando a mãe, o pai ou os irmãos carregam neles, tudo pode acontecer… Mas mesmo tudo! Se calhar, também tens botões, já pensaste nisso? Blanca Martín-Calero e Matilde Horta criaram esta história cheia de surpresas fantásticas, que não sabemos aonde vai dar!